sexta-feira, 27 de novembro de 2009

matem as saudades de Déminpépou!!!!

Continuação do capítulo 3 - parte 1


Lirillyn ainda estava meio assustada, pois acabara de conhecer o menino-prodígio.

“Existem... doenças que fazem as fadas perderem as asas?”

“Sim”, respondeu Lirillyn. “Há a doença que chamamos de pana.

“Pana?”, perguntei. Eu não podia acreditar que pana fosse o nome de uma doença que faz as fadas perderem as asas.

“Sim”, respondeu ela. “Pana. Significa panyus apterfarj nysadus archytery.

“O quê?”, perguntei. Akchimy começou a rir.

“Ele não entende nossa língua, Lirillyn!”, falou, ainda rindo.

“Eu sei, ia explicar pra ele agora”, ela disse. “Na língua inglesa terráquea, significa ‘pane em apterfada causado por bactéria’”.

Foi mal, esqueci de acrescentar na minha descrição que eu sou estadunidense. Vivo em Jackson, no estado do Mississípi.

“Ah, entendi...”, falei, mesmo não entendendo muito. “Que tipo de bactéria?”

“Uma squisytus pa. Esse pa significa panyus apterfarj.

“Como se pega a doença?”, perguntei, cada vez mais curioso.

“Ah, ela pode ser transmitida na respiração ou no consumo do mesmo alimento, da fada doente para a fada sã”.

“Vou acrescentar uma coisa: só as fadas pegam a doença, elfos, duendes, gnomos, pássaros arco-íris e outros seres mágicos são imunes”, acrescentou Akchimy.

“Sortudos”, murmurou Lirillyn. “Ainda bem que eu já nasci áptera, assim não preciso me preocupar com a doença pana.

Então, tudo aconteceu muito depressa.

“Corram!”, gritou Ak, mas em vez de correr conosco, estava derrubando minha prima, meu irmão e eu e caindo em cima de nós para nos proteger. De quê, eu não sabia no momento. Então, ouvi o barulho de bombas.

BUM! BUM!

“LIRILLYN!”, gritou Ak.

Lirillyn começou a gritar.

“Voem todas e todos!!!! Estão bombardeando!!!!”

Eu achei que ia ficar surdo, porque Lirillyn gritou muuuuuuito, mas muito mesmo, muito alto, talvez fosse algum poder especial de fada. Nós três (meu irmão, minha prima e eu) permanecemos ali deitados, protegidos por Akchimy, ouvindo o barulho das bombas. De vez em quando, Akchimy se levantava e lançava uma bomba contra a outra, para destruí-las, ou destruía as bombas com um soco, uma cabeçada ou um chute. Depois, se deitava novamente por cima de nós três para nos proteger. Quando ele se levantava, eu podia visualizar a cena. Várias fadinhas e elfos pequenininhos estavam morrendo bombardeados. Os elfos e fadas maiores, deviam ser os donos dos outros planetas, tentavam proteger o Universo, os seres menores e os planetas, mas suas tentativas não davam muito certo. Todo o Universo, os planetas, os seres mágicos, estavam sendo bombardeados.


Olha aqui a história que veio antes disso:


1>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - capítulo 1
2>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 2
3>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 3
4>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 4
5>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 5
6>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 6
7>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - final cap. 1



terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mais um capítulo de Moo!

Tia

Eu sempre adorei ir pra casa da minha tia. Ela mora numa casa enoooorme, cheia de quartos, com piscina gigante, jardim enorme, quintal muito grande. E perto da casa, tem umas paisagens lindas: montanhas, lagos, montes de árvores... Mas, de uns tempos pra cá, não gosto mais tanto assim de ir pra lá.

Não é que eu não goste do lugar, é lindo, é que eu não gosto mais tanto assim da minha tia. É que agora, deu para ela me tratar feito um bebê, apertando minha bochecha (isso ela sempre fazia) quando me vê e me apresentando às amigas chatas dela como “sobrinhazinha queridinha e fofinha do coraçãozinho dela”, tudo no diminutivo mesmo!

Então agora eu digo pra ela quando vou pra lá, que não é pra ela me tratar assim, porque eu fico com raiva (com muita raiva mesmo!). Mas ela insiste, então tomei uma decisão: não irei mas para lá até ela mudar essa atitude que me deixa chateada (muito chateada!... Hunf!). Mas parece que meu plano poderá não dar certo, por causa dos meus pais (a propósito, o nome de minha tia é Míriam).

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

enquanto esperam Déminpépou, curtam outra história divertida...

AS DIVERTURAS AVENTIDAS DE MOO

Minha apresentação

Todo mundo me conhece como Moo, embora meu nome seja Carlina Moo (pois é, Carlina!). Odeio o “Carlina”, então quero que as pessoas me chamem só de Moo. Meus pais também me chamam de Moo, só me chamam de Carlina quando estão bravos comigo. Mas normalmente, não dou motivos para ficarem bravos comigo. E por falar em meus pais, fiquei louca da vida com eles quando estava com 3 ou 4 anos (mais ou menos) e me dei conta de que colocaram meu primeiro nome de Carlina, esse nome horroroso, esse inferno na vida de um ser humano (pelo menos, na minha vida. Pode ser que outros fiquem contentes com o nome), esse traste do mundo dos nomes, esse... Esse tudo de ruim!

ESSE NOME É HORROROSO! EU ODEIO, ODEIO, ODEIOOOO!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Os misteriosos mistérios de Déminpépou



Capítulo 3

Um Universo Infinito

Se alguém desaparece, automaticamente aparece no outro lugar para onde quer ir. Eu não sei o que acontece no intervalo de tempo entre o desaparecimento num lugar e o aparecimento no outro lugar. Não sei para onde a pessoa vai, não sei onde ela fica até aparecer no outro lugar. Só sei que foi tudo tão rápido que eu nem percebi para e por onde eu fui antes de aparecer em outro lugar.

Quando desaparecemos no céu, eu estava morrendo de frio e ensopado por causa da chuva forte que caía. Mas, quando aparecemos em outro lugar, eu comecei a sentir um calor imenso, que aumentava cada vez mais a cada segundo. Percebi que o lugar era vermelho, amarelo e laranja, enorme e cheio de ligações, semelhantes a fios, e nós quatro estávamos dentro dele. Ouvi um barulho. Olhei para trás e vi o lugar se mexendo. Uma massa de energia – eu não sabia bem o que era aquilo – veio na nossa direção e colidiu conosco; fomos lançados para fora do lugar amarelo, laranja e vermelho muito rápido, e aterrissamos num chão duro com força.
Levantamos. Quando me recuperei da queda, notei que havíamos aterrissado numa coisa redonda e grande, com anéis em volta. Era igual à pedra que meu irmão achou no chão do barranco. Era um planeta.

Akchimy olhou para trás e para frente, até finalmente perceber onde estávamos. Eu também demorei a perceber; estávamos num local escuro e cheio de pontinhos que pareciam estrelas. Havia muitos outros planetas além daquele no lugar. O planeta em que estávamos era semelhante a Saturno. Akchimy olhou na direção de onde fomos lançados; só então percebi que aparecemos dentro do Sol, e fomos lançados para fora do Sol, mas não morremos derretidos. Por isso eu estava com calor. Olhei na direção em que Akchimy estava olhando e vi duas mulheres conversando. Elas eram diferentes das mulheres que eu conhecia. Muito diferentes. Elas estavam conversando num planeta semelhante à Terra. Akchimy caminhou até a extremidade do planeta Saturno.

“Lirillyn!”, berrou. “Lirillyn!”

Uma das mulheres olhou para trás e nos viu. Em seguida, comentou alguma coisa com a outra mulher e desapareceu. Apareceu em Saturno, na frente de Akchimy.

“Lirillyn, este é Déminpépou, o menino-prodígio. Démin, esta é Lirillyn, a fada de Vênus e minha melhor amiga”, disse Akchimy com uma voz natural, como se encontrar uma fada fosse uma coisa natural. Bom, para ele, devia ser, afinal ele é um elfo, coisa rara de se encontrar também.

Arregalei os olhos. Meu irmão e minha prima também. A fada fez uma cara de espanto. Ela era linda e tinha pele clara. Seus cabelos eram louros, mas um pouco mais escuros que os de Akchimy, tinham cor de trigo. Suas orelhas eram pontudas para cima. Seus olhos eram castanho-avermelhados, amarelos e um pouco grandes. Seu batom era rosa-claro e seu nariz era fino. Usava um longo vestido também cor de trigo, com tons de marrom claro e escuro, e rasgado, avermelhado e meio amarelo nas pontas, que se arrastavam no chão. Mas o que mais me chamou a atenção nela foi o fato dela ser áptera. Como uma fada pode ser áptera? Eu não entendi. Ela não estava espantada conosco, mas sim comigo, pois me fitava com seus olhos grandes e amarelos, avermelhados e castanhos. Provavelmente porque Ak disse que eu era o menino-prodígio. Todo mundo parecia estar interessado no meu Dom dos Elfos.

Resolvi perguntar a Lirillyn por que era áptera.

“Por que você não tem asas?”, falei, franzindo a testa. “As fadas geralmente têm.
“Eu nasci assim”, ela respondeu. “Eu sou o que os seres mágicos chamam de apterfada: a fada sem asas. Mas só a que nasce sem asas. Não temos um nome específico para as que perdem as asas depois que nascem, num combate ou por doença.”

“Entendi”, eu disse.

Quer saber o começo de Déminpépou?

1>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - capítulo 1
2>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 2
3>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 3
4>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 4
5>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 5
6>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 6
7>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - final cap. 1

8>> Déminpépou - cap. 2
9>> Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 1
1o>> Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 2
11>> Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 3
12>> Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 4
13>> Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 5
14>> Déminpépou - final cap. 2


sábado, 5 de setembro de 2009

Os misteriosos mistérios de Déminpépou

Continuação do capítulo 2 - final


Parece que Akchimy leu minha mente, porque ele disse:

“Não se preocupem, nós vamos alcançá-los”, ele parecia muito confiante.

“E quanto a mim?”, perguntou meu irmão, cruzando os braços e olhando para Ak. “Vou ficar aqui embaixo?”

“Você vai ficar aí”, disse Ak apontando para meu irmão, “nós é que vamos descer.”

“Como assim?”, perguntei assustado. “V-vamos pular?”, eu não conseguia acreditar.

“Sim”, respondeu Akchimy, “e não.

“O quê?”, perguntou minha prima, com uma expressão de que não tinha entendido. Eu também não entendera.

“Vocês vão ver”, respondeu ele. “Démin, segure minha mão direita. Prima dele, minha mão esquerda.

“O que você vai fazer?”, perguntamos minha prima e eu.

Ele não respondeu; foi tudo muito rápido. Ele deu um salto enorme. Paramos no ar, acima do chão do barranco. Quando achei que iríamos cair, uma coisa inesperada aconteceu: das costas de Akchimy, saíram duas asas, e ele ficou voando por um tempo, fazendo com que minha prima e eu flutuássemos só de estar segurando nossas mãos. Talvez ele tivesse esse poder: fazer as pessoas flutuarem segurando suas mãos.

Ele começou a descer lentamente, talvez para que nós não soltássemos suas mãos e caíssemos, até pousar no chão com seus pés descalços.

Meu irmão, que estava sentado no chão do barranco, se levantou quando pousamos.

“Muito bem”, disse Akchimy, “agora que estamos todos aqui, podemos ir.”

“Ir para onde?”, perguntou meu irmão.

Akchimy não respondeu.

“Formem uma roda e segurem nas mãos uns dos outros”, ele nos disse.

“Por quê?”, perguntei.

“Vão ver”, ele respondeu.

“Você sempre diz isso, Ak. Eu quero saber para onde vamos”, disse minha prima.

“Vão ver”, repetiu Akchimy.

Formamos a roda. Então, Akchimy levantou a cabeça e olhou para o céu. Fechou os olhos e então, começou a falar um monte de palavras complicadas, esquisitas e desconhecidas. Minha prima, meu irmão e eu franzimos a testa e erguemos as sobrancelhas, tentando descobrir um possível significado para o que Ak estava dizendo.

De repente, nossos pés começaram a sair do chão e nós começamos a girar, ainda segurando nas mãos uns dos outros e formando a roda. Quando saímos completamente do chão e começamos a flutuar, começamos a girar mais rápido, bem mais rápido e cada vez mais rápido. Mesmo assim, eu não me senti tonto, e acho que nenhum deles três se sentiu também. Começamos a chegar perto do céu, que estava cinza e nublado, como se fosse cair uma chuva.

De repente, começou a chover. A força com que girávamos não nos permitiu fazer muitos movimentos, mas eu pude ver, quando olhei para cima – lutando para enxergar mesmo com os pingos de chuva na minha cara –, pude ver que estávamos quase entrando no céu, se é que isso é possível. E então, a chuva começou a cair mais forte ainda, quase igual à da história da arca de Noé. Eu só esperava que não ocorresse um dilúvio, como na história. E então, não sei como, desaparecemos.

Veja aqui as outras partes da história:

1: Déminpépou e o Ovo Cósmico - capítulo 1
2: Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 2
3: Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 3
4: Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 4
5: Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 5
6: Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 6
7>:Déminpépou e o Ovo Cósmico - final cap. 1

8: Déminpépou - cap. 2
9: Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 1
1o: Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 2
11: Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 3
12: Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 4
13: Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 5

domingo, 30 de agosto de 2009

Os misteriosos mistérios de Déminpépou

Continuação do capítulo 2 - parte 5

“Desistiu de pular?”, perguntei, assim que me sentei do lado dele.
“Não”, ele respondeu com tristeza na voz, como se não quisesse pular e alguém estivesse obrigando-o. “Só estou esperando todos acordarem, para que todos vejam meu ato corajoso...”
“...que vai fazer você ir para o hospital todo ferido e sangrando”, eu disse, interrompendo meu irmão. A parte do “sangrando” eu usei só para assustá-lo e fazer com que desistisse da ideia.
“Eu já te disse que é miragem”, falou uma voz atrás de nós.
Me virei e vi que minha prima estava caminhando em nossa direção. Se sentou do lado direito de meu irmão.
“Eu já disse que é miragem”, repetiu ela, jogando os cabelos no ombro direito. “Mas você não me escuta”.
“Cada um tem sua opinião, e eu acho que não é miragem”, protestou meu irmão.
“Isso não tem nada a ver com opiniões, mano”, eu disse. “E se for miragem? Não devemos pular na direção desse troço sem antes sabermos o que realmente é”.
“Eu sei o que é. É um ovo maluco com uma metade flutuando e um portal dentro. Só isso não basta?”
Eu ia dizer que não, que ele não deveria pular. Mas quando abri a boca, ouvi um bocejo atrás de nós.
“Nossa, não se pode nem dormir direito nesta floresta?”, perguntou Akchimy. “A discussão de vocês me acordou”, disse ele, se espreguiçando. Foi até o barranco, onde nós estávamos, mas voltou para o lugar que ele dormiu e arrastou uma pedra de volta ao seu lugar.
Só então percebi que ele havia usado uma pedra como travesseiro, e agora estava colocando-a de volta em seu lugar. Perguntei a ele se sua cabeça não estava doendo por causa da pedra. Ele disse que não.
Naquele exato momento, meu irmão se levantou:
“Não aguento mais!”, ele disse, dobrando os joelhos e esticando os braços para a frente. “Vou pular!”, ele gritou.
Assim que disse isso, ele deu um salto enorme para a frente, pulando na direção do ovo com o portal – mas, antes que ele pudesse tocar no portal-ovo, este sumiu, e meu irmão caiu no chão duro e rachado do barranco.
De repente, duas pessoas saltaram de trás das árvores da outra extremidade do barranco. Eu as reconheci imediatamente: Um e Dois, as pessoas que queriam o Ovo Cósmico.
Um deles era narigudo, meio careca e um pouco gordinho. Estava usando uma camisa de mangas laranja e rasgada e uma calça preta também rasgada. O outro tinha um olho vermelho e outro laranja e era alto e muito magro, dava pra ver seus ossos. Vestia uma blusa sem mangas branca com listras verticais vermelhas e calça jeans azul, dobrada até o tornozelo.
“Era só uma projeção, seus idiotas!”, disse um deles, talvez Um, se acabando de dar risada.
“Miragem?”, disse meu irmão. Eu vi que ele estava deitado no chão do barranco, mas não estava sangrando. Ele lançou um olhar a minha prima, que o retribuiu com uma cara zangada, como se ela dissesse “Eu avisei”.
“Isso mesmo, burro!”, disse o outro, talvez Dois, e em seguida, olhou para mim. “Nós sabíamos que você estava ouvindo a conversa o tempo inteiro, Déminpépou!”, ele deu um sorriso maldoso para mim. “Por isso, atraímos você e seu amigo elfo patético para o barranco. Nós queríamos que você achasse seu irmão e sua prima, por isso os escondemos naquela árvore!”, ele apontou, com um dedo ossudo, para a árvore que Akchimy havia cortado a frente do tronco.
“Vocês nos enganaram!”, gritou Akchimy. “E, a propósito, parece que seu nariz cresce cada vez mais, Um”, acrescentou.
Todos riram, até dois. Um fez uma cara muito feia. Descobri que ele era o narigudo, e Dois era o ossudo.
“Pare de rir!” gritou Um para Dois, e em seguida começou a falar (quando Dois já tinha parado de rir, o que demorou): “Quando você e o elfo chegaram aqui, fizemos uma projeção de um ovo com um portal usando...”
“...este celular!”, interrompeu-o Dois, erguendo o celular na mão direita.
“E vocês caíram direitinho na pegadinha, não é mesmo?”, Um olhou para meu irmão, que já tinha levantado e retrucou com uma expressão zangada. “Retardados!”
“Já chega”, disse Dois a Um, guardando o celular no bolso direito da jeans e virando-se para Um. “Vamos fugir!”
Assim que ele disse isso, os dois começaram a correr para longe do barranco. Correram pela floresta da outra extremidade do barranco, até sumirem de vista.
Agora é que nunca alcançaremos eles, pensei comigo mesmo.

Esta história está muito grande... aqui estão as outras partes

1> Déminpépou e o Ovo Cósmico - capítulo 1
2> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 2
3> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 3
4> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 4
5> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 5
6> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 6
7> Déminpépou e o Ovo Cósmico - final cap. 1

8> Déminpépou - cap. 2
9> Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 1
1o> Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 2
11> Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 3
12> Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 4

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Os misteriosos mistérios de Déminpépou

Continuação do capítulo 2 - parte 4

“Faça outra piadinha que eu te dou um soco!”, ela disse.

“Está bem, vou parar. Vamos dormir.”

“Não consigo dormir nesse chão duro.”

“Consegue sim. Akchimy já deve estar dormindo, e meu irmão também está dormindo. Todos conseguem dormir. Eu consigo dormir. Só você que não consegue.”

“Você é chato”, ela disse. E logo depois, acrescentou: “É que o chão é duro. Mas eu vou ver se consigo dormir. Boa noite.”

“Boa noite”, eu disse, e depois dormi, pois estava com muito sono.



No dia seguinte, quando acordei, não encontrei meu irmão do meu lado. Akchimy estava dormindo de um lado e minha prima do outro, mas meu irmão não estava ali. Procurei-o por toda parte, mas não o encontrei. Por fim, quando olhei para o outro lado, vi o barranco, e pensei que talvez ele pudesse ter pulado. Quando fui até a beira do barranco e me inclinei um pouco para frente, vi uma coisa parecida com um corpo deitada no chão. Logo depois, notei que era mesmo um corpo. Era meu irmão. E ele estava estatelado no chão, sangrando. Morto.

“AAAAAH!”, de repente, acordei assustado, percebendo que tinha sido só um pesadelo. Mas quando olhei para o lado, não vi meu irmão. Fiquei com medo. Mas eu o vi assim que olhei para frente. Ele estava sentado na beira do barranco, olhando para baixo.


Não se perca na história:

1. Déminpépou e o Ovo Cósmico - capítulo 1
2. Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 2
3. Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 3
4. Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 4
5. Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 5
6. Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 6
7. Déminpépou e o Ovo Cósmico - final cap. 1

8. Déminpépou - cap. 2

9. Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 1

10. Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 2

11. Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 3