Lirillyn ainda estava meio assustada, pois acabara de conhecer o menino-prodígio.
“Existem... doenças que fazem as fadas perderem as asas?”
“Sim”, respondeu Lirillyn. “Há a doença que chamamos de pana.
“Pana?”, perguntei. Eu não podia acreditar que pana fosse o nome de uma doença que faz as fadas perderem as asas.
“Sim”, respondeu ela. “Pana. Significa panyus apterfarj nysadus archytery.
“O quê?”, perguntei. Akchimy começou a rir.
“Ele não entende nossa língua, Lirillyn!”, falou, ainda rindo.
“Eu sei, ia explicar pra ele agora”, ela disse. “Na língua inglesa terráquea, significa ‘pane em apterfada causado por bactéria’”.
Foi mal, esqueci de acrescentar na minha descrição que eu sou estadunidense. Vivo em Jackson, no estado do Mississípi.
“Ah, entendi...”, falei, mesmo não entendendo muito. “Que tipo de bactéria?”
“Uma squisytus pa. Esse pa significa panyus apterfarj.
“Como se pega a doença?”, perguntei, cada vez mais curioso.
“Ah, ela pode ser transmitida na respiração ou no consumo do mesmo alimento, da fada doente para a fada sã”.
“Vou acrescentar uma coisa: só as fadas pegam a doença, elfos, duendes, gnomos, pássaros arco-íris e outros seres mágicos são imunes”, acrescentou Akchimy.
“Sortudos”, murmurou Lirillyn. “Ainda bem que eu já nasci áptera, assim não preciso me preocupar com a doença pana.
Então, tudo aconteceu muito depressa.
“Corram!”, gritou Ak, mas em vez de correr conosco, estava derrubando minha prima, meu irmão e eu e caindo em cima de nós para nos proteger. De quê, eu não sabia no momento. Então, ouvi o barulho de bombas.
BUM! BUM!
“LIRILLYN!”, gritou Ak.
Lirillyn começou a gritar.
“Voem todas e todos!!!! Estão bombardeando!!!!”
Eu achei que ia ficar surdo, porque Lirillyn gritou muuuuuuito, mas muito mesmo, muito alto, talvez fosse algum poder especial de fada. Nós três (meu irmão, minha prima e eu) permanecemos ali deitados, protegidos por Akchimy, ouvindo o barulho das bombas. De vez em quando, Akchimy se levantava e lançava uma bomba contra a outra, para destruí-las, ou destruía as bombas com um soco, uma cabeçada ou um chute. Depois, se deitava novamente por cima de nós três para nos proteger. Quando ele se levantava, eu podia visualizar a cena. Várias fadinhas e elfos pequenininhos estavam morrendo bombardeados. Os elfos e fadas maiores, deviam ser os donos dos outros planetas, tentavam proteger o Universo, os seres menores e os planetas, mas suas tentativas não davam muito certo. Todo o Universo, os planetas, os seres mágicos, estavam sendo bombardeados.
Olha aqui a história que veio antes disso:
1>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - capítulo 1
2>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 2
3>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 3
4>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 4
5>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 5
6>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - continuação do capítulo 1 - parte 6
7>> Déminpépou e o Ovo Cósmico - final cap. 1
9>> Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 1
1o>> Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 2
11>> Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 3
12>> Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 4
13>> Déminpépou - continuação do cap. 2 - parte 5
14>> Déminpépou - final cap. 2


